quinta-feira, maio 31, 2007
quinta-feira, maio 24, 2007
Os incapazes
Os Eunucos (No Reino da Etiópia)
(José Afonso)
Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os país
Em tudo são verdugos mais ou menos
No jardim dos harens os principais
E quando os pais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam de saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos pedem mais.
(José Afonso)
Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os país
Em tudo são verdugos mais ou menos
No jardim dos harens os principais
E quando os pais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam de saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos pedem mais.
terça-feira, maio 15, 2007
Pensamentos
O alargamento progressivo do pré-escolar a todas as crianças com idades compreendidas entre os três e os cinco anos é um objectivo inscrito no Programa do Governo, que salienta a necessidade de “retomar a aposta na rede nacional de ofertas da educação de infância”. Para cumprir o objectivo, o primeiro-ministro, José Sócrates, comprometeu-se em Dezembro último a aumentar em 50 por cento, nos próximos três anos, o número de equipamentos públicos de ensino pré-escolar existentes em Portugal. Contudo, segundo o relatório “Organização do Ano Lectivo 2006-2007”, ontem divulgado pela da Inspecção-Geral de Educação (IGE), uma em cada quatro crianças com três anos NÃO CONSEGUE ENTRAR NUMA ESCOLA PÚBLICA devido a uma cobertura “insuficiente” da rede pré-escolar.
Quer dizer: dez anos depois da entrada em vigor da lei-quadro da Educação Pré-escolar, que estipula que “incumbe ao Estado criar uma rede pública de educação pré-escolar, generalizando a oferta dos respectivos serviços”, o objectivo continua por cumprir...mas nós lá vamos cantando e rindo.
Quer dizer: dez anos depois da entrada em vigor da lei-quadro da Educação Pré-escolar, que estipula que “incumbe ao Estado criar uma rede pública de educação pré-escolar, generalizando a oferta dos respectivos serviços”, o objectivo continua por cumprir...mas nós lá vamos cantando e rindo.
quinta-feira, maio 10, 2007
Roseta abandona o PS
O PS dá mais um passo atrás. De forma arrogante, dispensou o contributo de uma das suas mais pretigiadas militantes na procura de soluções para Lisboa, levando esta a abandonar o partido.
Aliás, no PS parece só haver dois caminhos: o alinhamento, de forma cega, com as ordens do grande chefe, leia-se "Engenheiro" José Sócrates, ou o seguido pela Helena Roseta. No PS actual a opinião do líder é inquestionável e quando se olha para dentro do partido assiste-se a algo entre um pântano de seguidismo e um rebanho de yes-men. A seu tempo tudo isto terá um preço.
Helena Roseta tem um percurso político interessantíssimo e pouco usual no quadro nacional, tendo demonstrado por diversas ocasiões ser uma mulher de princípios e valores não abdicando destes por um qualquer cargo partidário ou mesmo um assento em S. Bento.
Infelizmente para ela e para o País, não se vislumbram grandes hipóteses para a formação de um movimento de cidadãos de Esquerda que constitua uma alternativa de governação para a capital. O País ainda não sabe "respirar" sem os partidos. A CDU e o Bloco não vão abdicar dos seus candidatos o senhor todo-poderoso do PS nunca permitiria que o partido apoiasse uma solução encabeçada por Helena Roseta. Prefere que o partido não ganhe Lisboa. Não quer ninguém que lhe faça frente.
Aliás, no PS parece só haver dois caminhos: o alinhamento, de forma cega, com as ordens do grande chefe, leia-se "Engenheiro" José Sócrates, ou o seguido pela Helena Roseta. No PS actual a opinião do líder é inquestionável e quando se olha para dentro do partido assiste-se a algo entre um pântano de seguidismo e um rebanho de yes-men. A seu tempo tudo isto terá um preço.
Helena Roseta tem um percurso político interessantíssimo e pouco usual no quadro nacional, tendo demonstrado por diversas ocasiões ser uma mulher de princípios e valores não abdicando destes por um qualquer cargo partidário ou mesmo um assento em S. Bento.
Infelizmente para ela e para o País, não se vislumbram grandes hipóteses para a formação de um movimento de cidadãos de Esquerda que constitua uma alternativa de governação para a capital. O País ainda não sabe "respirar" sem os partidos. A CDU e o Bloco não vão abdicar dos seus candidatos o senhor todo-poderoso do PS nunca permitiria que o partido apoiasse uma solução encabeçada por Helena Roseta. Prefere que o partido não ganhe Lisboa. Não quer ninguém que lhe faça frente.
domingo, maio 06, 2007
A derrota do "Engenheiro".
O PS obteve, ontem, a segunda maior derrota de sempre na Madeira. Já há muitos anos que o PSD não obtinha uma vitória tão expressiva como esta.
Quem é o grande derrotado? José Sócrates,

e todos os "Lambe Botas" do partido que, sempre mais preocupados com o interesse pessoal do que com o do povo que deviam representar, são incapazes de dizer não ao Chefe.
Com esta derrota, Sócrates, aniquilou todas as esperanças que os socialistas Madeirenses tinham e destruiu politicamente, Jacinto Serrão, a grande esperança dos Socialistas Madeirenses.
Mas o que é que isso interessa a Sócrates? Nada, rigorosamente nada.
Com a desclassificação do Hospital de Chaves, Sócrates entregou de bandeja, a Câmara de Chaves e de Vila Pouca de Aguiar ao PSD. Mas o que é que isso interessa a Sócrates? Nada, rigorosamente nada.
Será que vai ficar por aqui? Penso que não. No PS há medo de perder o Tacho...
Quem é o grande derrotado? José Sócrates,

e todos os "Lambe Botas" do partido que, sempre mais preocupados com o interesse pessoal do que com o do povo que deviam representar, são incapazes de dizer não ao Chefe.
Com esta derrota, Sócrates, aniquilou todas as esperanças que os socialistas Madeirenses tinham e destruiu politicamente, Jacinto Serrão, a grande esperança dos Socialistas Madeirenses.
Mas o que é que isso interessa a Sócrates? Nada, rigorosamente nada.
Com a desclassificação do Hospital de Chaves, Sócrates entregou de bandeja, a Câmara de Chaves e de Vila Pouca de Aguiar ao PSD. Mas o que é que isso interessa a Sócrates? Nada, rigorosamente nada.
Será que vai ficar por aqui? Penso que não. No PS há medo de perder o Tacho...
França dá lição de democracia.

Só 5% dos Franceses se abstiveram.
Quem melhor representa o sistema político/partidário? Os Franceses não têm dúvidas: o regime DEMOCRÁTICO. Entusiasmados os Franceses acorreram às urnas e votaram 95% dos eleitores.
Estão de parabéns os Franceses. Lamento o resultado pois SARKOZY, não era o candidato que eu gostava que tivesse ganho mas, mesmo assim, não posso deixar de me curvar perante um povo que não deixa que os outros tomem decisões por si.
A frança é capaz dos piores momentos da história da Democracia Europeia mas foi, é e será, seguramente, a protagonista de grandes momentos para a mesma história Democrática Europeia.
Infelizmente, por mais patriota que seja, não encontro nos genes do povo Português esta capacidade de continuar a acreditar e participar activamente na mudança.
Só um povo que participa e é vigilante para com a actividade política é capaz de ajudar a construir um País melhor e uma Democracia mais forte.
Um povo apático, desisteressado, sem iniciativa, incapaz de passar das palavras aos actos é um povo que jamais será governado por grandes políticos. E esta discussão tem vários planos: o nacional, o regional e o local.Um povo que opta pela posição confortável de nada fazer, não participar, mas manter a sua postura crítica contra o dito "sistema", mas incapaz de agir e encontrar estradas e caminhos para a sua solução, é um povo cínico e oportunista.
terça-feira, maio 01, 2007
Cantigas de Maio - José Afonso
Maio maduro Maio
Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu
Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu